
Onde se dá a conhecer toda a informação sobre os encontros de ceramistas em Boassas..e não só! Participantes; exposições; artigos publicados; divulgação; curiosidades; apoios; etc...
quinta-feira, dezembro 28, 2006
Nova exposição do "II Encontro Internacional de Ceramistas em Boassas"

sexta-feira, dezembro 15, 2006
Glosa de Natal...

"Glosa de Natal"
“A estação dos Natais comercializados chegou. Para quase toda a gente - fora os miseráveis, o que faz muitas excepções - é uma paragem quente e clara no Inverno cinzento. Para a maioria dos celebrantes de hoje, a grande festa cristã fica limitada a dois grandes ritos: comprar, de maneira mais ou menos compulsiva, objectos úteis ou não, e empanturrar-se a si e às pessoas da sua intimidade, numa mistura indestrinçável de sentimentos em que entram igualmente a vontade de dar prazer, a ostentação e a necessidade de se divertir. E não esqueçamos os pinheiros, símbolos antiquíssimos que são da perenidade do mundo vegetal, sempre verdes, trazidos da floresta para acabarem morrendo ao calor dos fogões, e os teleféricos despejando esquiadores na neve inviolada.
Embora não sendo nem católica (excepto de nascimento e de tradição), nem protestante (excepto por algumas leituras e influências de alguns exemplos), nem mesmo cristã no sentido pleno do termo, nem por isso me sinto menos levada a celebrar esta festa tão rica de significados e seu cortejo de festas menores, o São Nicolau e a Santa Lúcia do Norte, a Candelária e os Reis. Mas limitemo-nos ao Natal, esta festa que é de nós todos. Trata-se de um nascimento, de um nascimento como todos deveriam ser, o de uma criança esperada com amor e respeito, trazendo em si a esperança do mundo. Trata-se dos pobres: uma velha balada francesa canta Maria e José procurando timidamente em Belém uma hospedaria para as suas posses, sempre desprezados em favor de clientes mais ricos e reluzentes e por fim insultados por um patrão que «detesta a pobralhada». É a festa dos homens de boa vontade, como dizia uma admirável fórmula que infelizmente já nem sempre se encontra nas versões modernas dos Evangelhos, desde a serva surda-muda dos cantos da Idade Média que ajudou Maria no parto até ao José aquecendo as fraldas do recém-nascido diante de um pequeno fogo, aos pastores cobertos de sebo mas julgados dignos da visita dos anjos. É a festa de uma raça tantas vezes desprezada e perseguida, porque é judeu o recém-nascido do grande mito cristão (falo de mito com respeito, e emprego a palavra no sentido dos etnólogos modernos, significando as grandes verdades que nos ultrapassam e de que precisamos para viver).
É a festa dos animais que participam no mistério sagrado desta noite, maravilhoso símbolo de que São Francisco e alguns outros santos sentiram a importância, mas que os cristãos comuns desprezam, não procurando neles inspiração. É a festa da comunidade humana, porque é, ou será dentro de dias, a dos três Reis cuja lenda quis que um fosse preto, alegoria viva de todas as raças da Terra levando ao menino a variedade dos seus dons. É a festa da alegria, mas também da dor, pois que a criança adorada será amanhã o Homem das Dores. É enfim a festa da própria Terra, que nos ícones da Europa de Leste vemos tantas vezes prosternada à entrada da gruta onde o Menino nasceu, a mesma Terra que na sua marcha atravessa neste momento o ponto do solstício de Inverno e nos arrasta a todos para a Primavera. Por esta razão, antes que a Igreja tivesse fixado o nascimento de cristo nesta data, ela era já, nos tempos antigos, a festa do Sol.
Parece que não é mau lembrar estas coisas que toda a gente sabe e que tantos esquecem.”
Marguerite Yourcenar em: “ O tempo esse grande escultor” - 1976
terça-feira, novembro 28, 2006
Xavier Montsalvatje expõe em Barcelona

quinta-feira, novembro 23, 2006
Myriam Jiménez vence concurso internacional

(Photo by Carlos Despradel . Copyright . 2006)
terça-feira, novembro 21, 2006
Notícias do ceramista Fernando Malo

sexta-feira, novembro 03, 2006
Gustavo Costa edita o seu primeiro disco "oficial"...

O músico portuense Gustavo Costa, que compôs a música para as exposições do I e II Encontros Internacionais de Ceramistas em Boassas e que tocou com o agrupamento "Lost Gorbachevs" no encerramento do 2.º "Encontro", no passado mês de Abril, acaba de editar o seu primeiro disco oficial. O disco é publicado pela editora bor-land e chama-se "Success in cheap prices", sob o alter-ego "Most people have been trained to be bored". Para obter mais informação sobre este trabalho e o seu autor basta "clicar" sobre a foto.
segunda-feira, outubro 30, 2006
Rafael Pérez é tema de capa na revista "CERAMICA"
... e Jesús Castañón expõe em Madrid

sexta-feira, outubro 20, 2006
Sofia beça expõe em Guimarães

Inaugura amanhã às 16.00h, dia 21 de Outubro, uma exposição de Sofia Beça na Galeria de Arte do Museu Martins Sarmento, em Guimarães. A mostra conta com a colaboração de Gustavo Costa (música) e Rui Costa (fotografia) e estará patente até 19 de Novembro.
Habitáculos
“Mediante a sociedade em que vivemos e a forma complexa e desorganizada como foi “evoluindo”, na chamada globalização, existe a necessidade de criar inúmeros habitáculos para podermos viver e resistir às condições por esta sociedade criada; tendemos para deixar para trás, atitude comum no ser humano, as verdadeiras essências da natureza.
É neste contexto que Sofia Beça decide retirar da natureza a sua verdadeira essência para lhe devolver o seu espirito e a sua visão consciente e contemporânea do mundo, transmitindo-lhe um carácter primordial e de acordo com um regresso ás origens e necessidades humanas mas com um espirito de modernidade. Para tal concebe as suas obras á margem das grandes correntes contemporâneas , o que faz com que adquiram um carácter único e pessoal, não deixando de modo algum de parte a evolução da arte da cerâmica, estando esta evidente em todo o seu trabalho.
Manuseia e molda o barro não só para expressar mas também para criar, construindo e desconstruindo, esta necessidade de um habitáculo para todos os seres vivos. Deixando um registo de imaginário e renovação de gosto visando de igual forma a consciencialização de uma sociedade gasta e confusa onde a necessidade de novas formas e novos ideais é determinante.
Sofia Beça cria uma série de possíveis habitáculos, como uma verdadeira metáfora para uma nova utopia de uma sociedade que já excedeu todos os seus limites, não deixando de lado o suporte de um registo sonoro imaginário de todos esses habitáculos, convidando o músico Gustavo Costa para criar esse ambiente. A sua música, inspirada nos sons do aglomerado de habitáculos contemporâneos, pretende assimilá-los e devolve-los de forma inesperada e com um cariz pessoal.
A exposição será complementada por imagens de Rui Costa, que através da sua visão microscópica dos habitáculos, humanos ou não, nos dará a conhecer a sua visão macroscópica do mundo: o equilíbrio e a fragilidade da condição humana perante a grandeza e imponência do estado natural de tudo que nos rodeia.
A clausura e a experiência da vida em sociedade, o isolamento e a entreajuda, a edificação de um novo modelo social e as consequentes utopias, são alguns dos paradigmas confrontados pela artista.”
Patrícia Caveiro
quinta-feira, outubro 12, 2006
Thomas Weber expõe no Museu de Heilbronn

A mostra, patente no Städtische Museen Heilbronn, foi inaugurada no passado dia 24 de Setembro e irá estar aberta ao público até 12 de Novembro.
sexta-feira, outubro 06, 2006
Ideias para um ceramista ecologicamente correcto
1º) Instale por debaixo do lavatório/tanque do atelier uma caixa de decantação. Pode ser uma simples caixa d'água de 50 litros, onde a água da lavagem deverá ser decantada antes de escorrer pelo cano do esgoto.
2º) Caso o seu tanque de lavagem não permita esse tipo de improvisação, pode usar um processo ainda mais rudimentar. Pegue num cano do tamanho exacto da saída do ralo do lavatório/ tanque de lavagem com um comprimento cerca de 10 cm e coloque-o no ralo, de forma que uns 7cm fiquem de fora. Assim a água não conseguirá escoar totalmente e criará o efeito do decantador.
3º) Acha isso tudo muito complicado? Isso não é desculpa! Mas se não se ajeitou com nenhuma das soluções anteriores, aqui está a mais simples de todas. Mantenha um balde de uns vinte litros com água sobre uma bancada ou próximo do lavatório/tanque. A partir de então, só lave os pincéis ou raspe o esmalte de peças nesse balde. Qualquer resíduo de esmalte deve ser deitado no balde.
4º) E quanto ao que fazer com os resíduos que foram salvos de contaminar os oceanos?
I - Se estiver a usar os processos descritos nas soluções 1º e 2º, provavelmente os metais pesados estarão misturados com argila. Assim, quando for limpar a caixa ou a pia, deverá colocar esse lodo junto da barbotina para reciclar. Assim, os metais pesados serão incorporados à massa das nossas peças futuras.
II - Se estiver a usar a 3ª ideia então pode recolher esse material e juntar ao balde de misturas ou "lixo" de esmalte.
Em ambas as formas os metais pesados não irão contaminar os esgotos e os oceanos.»
Texto da autoria do Professor Tito Tortori, ceramista com atelier no Rio de Janeiro-RJ. Para mais informação contactar: titotortori@yahoo.com.br
[Artigo transcrito com a devida vénia e autorização, do "blog" "Terras de Argila" de Teresa de Freitas, a quem, do fundo do coração, agradecemos...]
terça-feira, outubro 03, 2006
Tempo de Teatro

Até ao próximo dia 8 ainda é possível ver a magnífica peça "Os Negros", de Jean Genet, encenada por Rogério de Carvalho, no Teatro Nacional de S. João, no Porto.
«Primeira incursão do TNSJ na curta, mas fulgurante, obra teatral de Jean Genet, a partir daquela que é muito provavelmente a peça que melhor materializa a ambição do autor de subtrair o teatro à realidade, projectando-o num espaço mágico e ritualizado onde o "real" e o "natural" são forçados a denunciar a sua impostura. Recusando qualquer tipo de aprisionamento sociopolítico da peça (não, não é uma "reflexão" sobre o racismo ou o colonialismo), o encenador Rogério de Carvalho parte para a edificação desta prodigiosa "arquitectura do vazio das palavras" à frente de um elenco constituído por actores negros com raízes na África lusófona, empenhados em emprestar à retórica de Genet o sabor dos múltiplos sotaques da língua portuguesa.» (in programa do TNSJ, Setembro - Dezembro 2006, Porto)
Um agradecimento especial ao RS, do blogue "A Sombra", pela imagem que ilustra este texto e pela chamada de atenção ao facto que "assombrou" esta peça... A ler aqui.
quinta-feira, setembro 28, 2006
Heitor Figueiredo expõe em Mértola

Inaugurará no próximo dia 2 de Outubro, pelas 18.30 h, na Casa das Artes de Mértola, uma exposição de escultura cerâmica de Heitor Figueiredo. A exposição estará patente ao público até dia 27 de Outubro.
A foto (Fernando Ferreira, 3F Produções) mostra-nos um trabalho do autor realizado em Abril passado, no II Encontro Internacional de Ceramistas em Boassas e intitula-se "O outro lado da cruz".
segunda-feira, setembro 25, 2006
"Alrededor del fuego"

Existe una pequeña región bañada por la ribera del río Duero, y enaltecida por el jugo de los dioses, un recóndito paisaje sumergido en la bruma de las entrañas del valle de Bestança. Y que entre molinos, caseríos empedrados, puentes románicos, y arqueología romana encubre la aldea de Boassas, lugar que a simple vista podría parecer al visitante una sencilla y característica aldea rural portuguesa del valle del Duero. Sin embargo, este hermosísimo poblado se transformó con la entrada de la primavera en un encuentro internacional de ceramistas; Un intercambio cultural que en su segunda edición tornaba de nuevo a proporcionar a sus oriundos – unidos en la Associaçao por Boassas, que hace posible este encuentro- la oportunidad de narrar nuevas historias, nuevos fragmentos de relatos, y de recrear nuevos imaginarios con sus visitantes, con esos excéntricos artistas capaces de transformar el barro en piezas animadas.
Los días en Boassas transcurrieron entre certezas claras; la fe del monte, la luz del mediodía, la premura del viento y la lluvia que, en medio del jardín, platicaba, y asediaba a los ceramistas; Mientras el ansioso latido de los días pasaba, entre el sabor de la tierra, (el barro en los alfares y el vino en las barricas) y la armonía de la arcilla que en sus manos desnudas tejían incógnitas formas, sumergidas al fin en el interior de un fuego que las liberaba. Obras que iban labrándose día a día a través del fuego, el agua y el barro..., -ante la atenta y apasionada mirada de Sofía Beça y Manuel dos Santos Cerveira, organizadores del evento y de sus entrañables colaboradores Renascimento y Paula-, subscritas por cada uno de los alquimistas que participaban en el proceso: La calidez del barniz de cadmio selenio fundiéndose al calor del horno en las formas poli fórmicas de Jesús Castañón, la investigación minimalista de Juan Ortí, las formas terrenales de Fernando Malo, las arquitecturas industriales de Xavier Monsalvatje, los líricos jardines de Myriam Jiménez, las poéticas cajas de Thomas Weber, el alienígeno mundo de Juan Luis, la bucólica arquitectura suburbana de Heitor Figuerido y la estética orgánica de Sofía Beça se trababan con la construcción de placas toponímicas que se iban entretejiendo por cada uno de los visitantes como épicos Serpas Pintos trazando un virtual plano cartográfico delineado por la localidad.
Al caer la tarde los caminos tendidos de silencio, la paz de los robles sagrados y la sombra de las violáceas glicerias rompían el venturoso mutismo a través del alboroto de los niños, y el pasear de los ceramistas relajados de un ya consumado día de trabajo. Era el momento en que se divertían entre cervezas y vino verde en la tienda-bar de Fernando que servía al unísono de sala expositiva, momento de intercambio de opiniones, de ideas, de soluciones técnicas o de la sencilla hospitalidad de los aldeanos, con sus bizcochos, pasteles de chocolate, bollos de crema, delicioso bacalao, y sus apetitosos guisos. Todo resultaba atrayente en este particular universo de los ceramistas, alejado del snobismo de otras expresiones plásticas bien más tradicionales como la pintura, la escultura o más innovadoras como el net-art y las nuevas tecnologías; relegadas muchas veces a la potestad de las galerías, y a la dictadura del mercado, e incapaces de compartir encuentros de conocimiento, ideas o emociones. Aquella experiencia resultaba excitante, el contacto directo con la arcilla, el sortilegio del fuego como prolongación de cada uno de ellos, mientras la hoguera de leña o de gas crecía con astucia invocando sus propios sueños.
Y en todo este ir y venir se escuchaba conversar sobre ceramistas como Arcadio Blasco, Enric Mestre o Garraza, y de artistas como Miró, Picasso, Tàpies, Chillida..., que cayeron rendidos a la cerámica, fusionando el conocimiento técnico de los artesanos con la creatividad de los artistas; como citaría el historiador Roland Penrose de la unión Artigas- Miró ; “Conocedor de las técnicas chinas y japonesas, y con la sensibilidad de quien domina todos los secretos de su oficio, Llorens Artigas ha posibilitado que, como artistas y artesanos, se complementen con sus respectivas cualidades al trabajar en colaboración” . Artistas de renombre, que reconocerían algunos la coautoria de artesanos con los que colaboraron, y otros que la negarían como Barceló. Pero sobre todo se escuchaba ese constante compartir conocimientos y experiencias entre artesanos, artistas, o por la visita de algún curioso rompiendo con cualquier tipo de tabúes establecidos. Una noche alrededor del fuego reapareció a través de la oscuridad la ancestral “Soenga” demostración del maestro Manuel Teixeira, -y que indudablemente se la podría disputar con el más conceptual Richard Long-, con el vetusto Barro negro de Gondar, y el feroz misterio de un fuego resplandeciente. Y entre las llamas al fin, parecía oírse susurros ; “bien arde lo que bien hicisteis, bien os consuma aquello que escogisteis con entrega sin fin”.
Valencia, 8 de Junio 2006
quarta-feira, setembro 13, 2006
Fecho da exposição em Avilés é notícia...

"Ao Redor do Fogo"

Os dias em Boassas decorreram entre a verdade das coisas simples; a fé da montanha, a luz do meio-dia, a insistência do vento e da chuva que, no meio do jardim, assomava e assediava os ceramistas; Entretanto passava o ansioso decorrer dos dias, por entre o sabor da terra, (o barro nos alfares e o vinho nas pipas) e a harmonia da argila que nas suas mãos nuas tomava formas incógnitas, submersas por fim no interior de um fogo que as libertava. Obras que se iam lavrando dia a dia através do fogo, da água e da terra...- perante a atenta e apaixonada observação da Sofia e do Manuel e dos seus incansáveis colaboradores Nascimento e Paula -, corroboradas por cada um dos alquimistas que participava no processo: A calidez do verniz de cádmio/selénio, fundindo-se no calor do forno nos volumes polimórficos de Jesús Castáñon, a investigação minimalista do Juan Ortí, as formas térreas de Fernando Malo, as arquitecturas industriais de Xavier Monsalvatje, os líricos jardins de Myriam Jiménez, as poéticas caixas de Thomas Weber, o mundo alienígena de Juan Luís, a bucólica arquitectura suburbana de Heitor Figueiredo e a estética orgânica de Sofia Beça iam-se alternando com a construção de placas toponímicas, aguçando a curiosidade dos visitantes como se foram épicos Serpa Pintos traçando um plano cartográfico virtual para a povoação.
Ao cair da tarde os caminhos enchiam-se de silêncio, da paz dos carvalhos sagrados e da sombra das violáceas glicínias. Esse mutismo venturoso era subitamente rasgado pela algazarra das crianças, e pelo deambular descontraído dos ceramistas após um dia de trabalho. Era o momento em que se divertiam por entre cervejas e vinho verde no café do Sr. Fernando, o qual servia ao mesmo tempo de sala de exposições, momento de tertúlia, de troca de opiniões, de ideias, de soluções técnicas ou apenas do usufruir da sincera hospitalidade dos aldeãos, com os seus biscoitos, bolos de creme ou chocolate, delicioso bacalhau, e os seus saborosos cozinhados Tudo se tornava atractivo neste universo particular dos ceramistas, longe do snobismo de outras expressões plásticas mais “tradicionais” como a pintura, a escultura ou mais inovadoras como a “net-art” e as novas tecnologias; relegadas quantas vezes para a sobranceria das galerias, e para a ditadura do mercado, incapazes porém de compartilhar encontros de conhecimento, ideias ou emoções... Aquela experiência resultava excitante, pelo contacto directo com a argila, pelo sortilégio do fogo como prolongamento de si próprios, enquanto a fogueira de lenha ou de gás crescia com astúcia invocando os seus próprios sonhos. E, em todo este delir, ouviam-se conversas sobre ceramistas como Arcádio Blasco, Enric Mestre ou Garraza, e artistas como Miró, Picasso, Tàpies, Chillida..., que se renderam ao sortilégio da cerâmica, fundindo o conhecimento técnico dos artesãos com a criatividade dos artistas. Como citaria o historiador Roland Penrose sobre a união Artigas-Miró; “Conhecedor das técnicas chinesas e japonesas, e com a sensibilidade de quem domina todos os segredos do seu ofício, Llorens Artigas tornou possível que, artistas e artesãos, ao trabalhar em conjunto, se complementem com as suas respectivas qualidades”. Alguns desses artistas de renome viriam a reconhecer essa co-autoria como artesãos, outros porém, como Barceló, negá-la-iam. No entanto, e isso era o mais importante, ouvia-se essa constante troca de conhecimentos e experiências entre artesãos e artistas, ou através da visita de algum curioso, desfazendo assim qualquer tipo de tabus estabelecidos. Uma noite, à volta do fogo, reapareceu através da obscuridade a ancestral “Soenga”, demonstração do Mestre César Teixeira, - o qual, indubitavelmente, poderia concorrer com o mais conceptual Richard Long -, com o vetusto Barro negro de Gondar, e o feroz mistério de um fogo resplandescente. E por entre as chamas, ao fim, parecia escutar-se um múrmurio; “arde bem o que bem fizésteis, que seja de bom proveito aquilo que escolhesteis numa entrega sem fim”.
Rosa Ulpiano, Valência, 8 de Junho de 2006
Rosa Ulpiano e Xavier Montsalvatje

A crítica de arte Rosa Ulpiano visitou Boassas, aquando do II Encontro Internacional de Ceramistas, em Abril passado. O texto que acima publicamos, intitulado "Ao Redor do Fogo", é da sua autoria e foi publicado no catálogo que acompanha as exposições que entretanto se realizaram em Portugal (Casa da Cultura de Cinfães) e Espanha (Centro Municipal de Arte e Exposições de Avilés - Astúrias). Aqui fica o registo em forma de agradecimento...
quinta-feira, setembro 07, 2006
Myriam Jiménez em simpósio na Áustria

A ceramista Myriam Jiménez Huertas, uma das participantes no II Encontro Internacional de Ceramistas em Boassas, no passado mês de Abril e de quem aqui já falamos, encontra-se em Gmunden, na Áustria a participar num importante colóquio sobre cerâmica, para a qual foi convidada, intitulado precisamente "Keramik Symposium"... Os "Ceramistas de Boassas" continuam, pois, a "dar cartas"... Parabéns e as maiores felicidades cara Myriam...
terça-feira, setembro 05, 2006
Boassas em Espanha

Cerámica con espíritu de Boassas
(La Nueva España)
Arte en portugués
(La Nueva España)
El Certamén San Agustín de Cerámica se dedica a Boassas
(La Voz de Avilés)
Numerosos visitantes en el primer día del Certámen de Cerámica
(La Voz de Avilés)
Tornos de Boassas en Avilés
(El Comercio)
Também a "blogosfera" não ficou indiferente ao evento, assim...
O blog "Sobre Arte", de Alicante - Espanha, divulgou a exposição do II Encontro Internacional de Ceramistas em Boassas
No blog do ceramista espanhol Fernando Malo podemos também ler dois artigos sobre esta exposição, intitulados:
Exposición en Avilés
Artículo. El Comercio. Avilés
terça-feira, agosto 29, 2006
Tornos de Boassas en Avilés
Desde el pasado jueves hasta el próximo 13 de setiembre, Avilés alberga el Certamen San Agustín de Cerámica, impulsado por el Ayuntamiento y coordinado por Ramón Rodríguez, que en esta ocasión han traído a Asturias 90 piezas realizadas en Boassas (Portugal) durante los II Encuentros Internacionales de Ceramistas celebrados recientemente en esta pequeña localidad.
Este mesmo artigo pode ser lido no "Directorio Industrial" (clicar)
terça-feira, agosto 15, 2006
A la sombra de las glicinias...

Un laberinto de pequeñas carreteras interiores, en el que es fácil perderse – o no encontrarse – conducen a Boassas, un pequeño pueblo en el que el interés de unas cuantas personas han hecho posible, ya por dos veces, que unos cuantos ceramistas se reúnan en él para trabajar, convivir, relacionarse y transmitir. Todo el pueblo y hasta algunos otros de los alrededores, con sus niños, mujeres, pequeños comerciantes, agricultores y artesanos viven y sienten la cerámica a lo largo del tiempo que dura el Encuentro y hasta se involucran aportando lo que cada uno puede. Y lo que cada uno puede va desde ayudas materiales a apoyos anímicos, pasando por la activa participación en un concierto de jazz, música que nunca antes se había escuchado en aquel recodo del Duero. Y los ceramistas, reconocidos ante la acogida, no encuentran mejor forma de pagar tal entusiasmo que realizando, en los escasos días que dura el encuentro, una serie de trabajos en los que sin duda – y no hace falta más que contemplar el catálogo – se advierte lo que se podría llamar el espirítu de Boassas. Los más se han dejado influir, se han embebido de todo lo que les rodea y han trasladado a sus piezas los majestuesos paisajes que les envuelven, los pequeños detalles etnológicos que les eran desconocidos y hasta se han dejado aleccionar en una técnica de cocción – la “soenga” – que la mayoria ignoraba y que les fue transmitida por un sencillo artesano local.
Todo eso, a mi entender, hace que quien en alguna ocasión fue a Boassas quiera regresar. No importa que los artistas provengan de grandes ciudades y que en ellas hayan dejado excelentes medios técnicos porque allí, a la sombra violácea de las sempiternas matas de glicinias, se cumple uno de los pensamientos de Leonardo da Vinci: “La naturaleza provee de manera que en cualquier parte halles algo que aprender”. Es de esta manera cuando el hombre – el ser humano – alcanza, a través de su obra y de la confrontación con las de los demás, su plenitud y su verdadera vocación: la de ser – en sí mismo y junto a otros hombres, desde los mas insospechados y recónditos lugares – un pequeño trocito del universo.
Ramón Rodríguez
Director del Museo/Escuela Municipal de Cerámica de Avilés
Centro Municipal de Arte y Exposiciones (CMAE)
(In catálogo do 12.º Certamen "San Agustín " de Cerámica dedicado ao "II Encontro Internacional de Ceramistas em Boassas", cuja exposição inaugura em Avilés - Astúrias - no próximo dia 17 de Agosto)
quarta-feira, agosto 09, 2006
Seminário no Museu de Olaria de Barcelos...
terça-feira, agosto 08, 2006
"Norprint" divulga catálogo...
segunda-feira, agosto 07, 2006
Agenda Cultural de Avilés
Segunda exposição já tem catálogo...

A segunda exposição dos "Encontros Internacionais de Ceramistas em Boassas", que se realizará no próximo dia 17 de Agosto pelas 20.00 horas, no Museu-Escola Municipal de Cerâmica de Avilés, nas Astúrias, em Espanha, já tem catálogo. A bonita capa, que aqui se divulga em primeira mão, reproduz um pormenor de um trabalho de Sofia Beça.
sábado, julho 29, 2006
Heitor Figueiredo em colectiva no Museu de Barcelos...

O conceituado ceramista Heitor Figueiredo, que esteve no "II Encontro Internacional de Ceramistas em Boassas", integra uma exposição colectiva de cerâmica contemporânea no Museu de Olaria de Barcelos. Esta mostra estreou no passado dia 22 de Julho e irá estar patente ao público até ao próximo dia 3 de Setembro. Uma exposição a visitar, pois e ... muitos parabéns Heitor...
(A peça de Heitor Figueiredo que ilustra o artigo denomina-se "BOASSAS" e integra a exposição itinerante que esteve em exibição até ao passado dia 26 na Casa da Cultura de Cinfães e que irá inaugurar a 17 de Agosto no Museu de Cerâmica de Avilés, nas Astúrias, Espanha.)
segunda-feira, julho 24, 2006
Fallado el 26 Concurso Internacional de Ceràmica l'Alcora 2006.
La vigésimo sexta edición del Concurso Internacional de Cerámica de l'Alcora ya tiene ganadores. El catalán Joan Serra Carbonés se ha llevado los 6.000 euros del primer premio, patrocinado por el Ayuntamiento de l'Alcora, por su obra 'Composició de cubs en descomposició'. El segundo, Premio l'Alcalatén (4.000 euros), patrocinado por la Diputación de Castellón, viaja hasta Israel y ha recaído en Simcha Even-Chen por 'Dialogs'. Por último, la valenciana Rafaela Pareja, con su delicada 'Luna', ha sido galardonada con el Premio Ceramista Cotanda (2.500 euros), gentileza del Teniente General D.Federico Michavila.
La alta participación que este certamen cerámico acostumbra a registrar ha alcanzado en la presente edición la cifra de 244 obras procedentes de 20 países, con 50 inscripciones procedentes de fuera de España. De entre esta altísima participación, el Comité de Selección ha elegido las 50 obras que formarán parte de la exposición, cuya inauguración está prevista para el próximo viernes 30 de junio.
El Jurado ha decidido igualmente otorgar menciones de honor a Samuel Bayarri, de Vinales (Valencia) y a Emilio Óscar Villafañe, de Buenos Aires (Argentina), por dos trabajos de exquisita factura y depurada técnica. Han formado parte del Jurado el Profesor Dr. Antonio García Verduch, doctor honoris causa por la Universitat Jaume I de Castellón, las ceramistas Sofia Beça (Portugal) y Yanka Mikhailova (Bielorrusia) y los profesores Paco Soler David y José Santiago Rufete, de las Escuelas Superiores de Cerámica de Manises y l'Alcora respectivamente.
Fuentes de la Comisión Organizadora han manifestado que 'el grado de aceptación del Concurso de l'Alcora fuera de nuestras fronteras colma todas nuestras expectativas. Estamos muy orgullosos de la alta participación, tanto en número como en calidad de los trabajos presentados, así como de la respuesta de las empresas del sector cerámico de nuestra provincia, que con su apoyo nos han permitido consolidar la estructura organizativa que requiere un concurso internacional de convocatoria anual, así como la edición de un catálogo de alta calidad que agradecen los ceramistas y el público en general'.
L´Alcora - Castellón - Ceramikarte.com (22 de Junio de 2006)
Artalcora 2006
"Del 18 al 20 de agosto, va a celebrarse en la localidad castellonense de Alcora, la segunda edición de ARTALCORA, que reúne una serie de actividades que os presentamos a continuación.
· "El mercado". 2ª Feria de Cerámica. Del 18 al 20 de agosto de 2006. Casco antiguo de l'Alcora (entorno de las plazas de la Iglesia y la Sangre). Horario: de 11:00 a 14:00 y de 17:00 a 22:00 horas. Se presentan 40 expositores de artesanía y arte cerámico procedentes de la Comunidad Valenciana, resto de España y Portugal.
· "Expresiones". Bajo el lema de "Expresiones", se presentan el programa de exposiciones que acompañan a este interesante evento cerámico. Una serie de exposiciones individuales y colectivas de cerámica de autor que comprenden las siguientes manifestaciones: 26 Concurso Internacional de Cerámica L'Alcora 2006, 2º Premio de Cerámica Mural - UNDEFASA, "Ciudades" (Cristina Guzmán Traver), "Variaciones sobre una sinfonía de mujer" (Gabriel de la Cal), "Miscelánea" (Armando Gascón Beltrán), Premio de Cerámica "Ciudad de Castellón". Retrospectiva 1998-2004.
· "Cerámica espectáculo". La cerámica más allá de su vertiente contemplativa o estética. "Tocs de Rakú". Fuego, ritmo y música y "Els sons del fang", concierto con instrumentos de cerámica.
· "Hablando de cerámica". Una serie de charlas y conferencias que acercarán al espectador a la obra de diferentes artistas, artesanos y aspectos significativos de nuestro oficio. Dentro de este programa podremos disfrutar de las siguientes propuestas: "Arcadi Blasco". Proyección del vídeo y coloquio con el prestigioso ceramista de Mutxamel. "Olegaria la alfarera". Proyección del vídeo y coloquio con Olegaria Merino, alfarera de Pereruela de Sayazo (Zamora). "La alfarería en la provincia de Castellón. Un caso especial, Torreblanca". Conferencia a cargo de Carmen Falomir (Museu de la Ciutat - Casa Polo, Vila-real). Museo de Cerámica de l'Alcora. Adquisiciones 2006". Eladi Grangel, director del Museu de Cerámica de l'Alcora.
· "Añoranzas". Recreaciones en torno al mundo de la cerámica: La recua arriera del siglo XVIII y el taller alfarero del siglo XIX.
· "Cerámica participativa". Demostraciones en vivo a cargo de Juan Albandea y Gabriel de la Cal y talleres didácticos sobre torno, modelado y decoración dirigidos a todas las edades y todos los públicos.
· "El patrimonio: los Museos". Participan el Museu de Ceràmica de l'Alcora y el Museo de Artes Decorativas Vicente Mallol Moliner (cerámica, vidrio, esmaltes).
Programa oficial de actos.
Viernes 18 de agosto.
13.00 horas: Inauguración oficial de la feria, a cargo de les autoridades invitadas
18.00 horas: Recreación de la Recua Arriera, tradicional sistema de transporte de la loza de la Real Fábrica en el siglo XVIII, que recorrerá todo el recinto de la feria.
20:30 horas: En el Salón Gótico de la Casa de la Música, presentación de las piezas de la Real Fábrica del Conde de Aranda adquiridas por el Ayuntamiento de l'Alcora en 2006
22.30 horas: Pregón de las Fiestas del Cristo y correfoc inaugural a cargo de Xarxa Teatre
Sábado 19 de agosto
11.30 horas: Proyección del film "La cerámica de Arcadi Blasco". Charla-coloquio a cargo del propio ceramista.
20:00 horas: En el Salón Gótico de la Casa de la Música, entrega de los premios del 26º Concurso Internacional de Cerámica l'Alcora 2006 y entrega del galardón del 2º Premio de Cerámica Mural - UNDEFASA
A continuación traslado al Museo y visita a la exposición de las obras finalistas del mencionado Concurso.
22:00 horas: En la plaza Loreto: espectáculo "Tocs de Rakú" (cocciones en directo, de Rakú, con 2 hornos de campana) acompañamiento musical a cargo del grupo de percusión "la Sombra del Dragón", con la participación de los ceramistas: Elena Mestre, Javier Verdoy, Maria José Peixó, Trinidad Roig, Cristina Guzmán, Agustín Soriano, Pepe Barrachina, José Santiago Rufete, Rafael Galindo, Rafaela Pareja, Samuel Bayarri y la colaboración de la Escuela Superior de Cerámica de l'Alcora.
Domingo 20 de agosto
11.30 horas: Proyección del film "Olegaria la alfarera". Charla - coloquio a cargo de propia ceramista
17.00 horas: Conferencia "La Alfarería en la provincia de Castelló. Un caso especial: Torreblanca" cargo de Carmen Falomir, directora del Museu de la Ciutat Casa Polo de Vila-real.
18.00 horas: En la Plaza de la Iglesia, modelado en vivo de escultura a cargo del ceramista Juan Albandea. Paralelamente en la plaza de la Sangre, modelado a cargo del ceramista Gabriel de la Cal
21.30 horas: En la iglesia parroquial, Els sons del fang, espectáculo musical con instrumentos de arcilla
"Tocs de rakú"
Arcilla, fuego, agua y música combinados en un espectáculo en manos de 14 artistas del panorama cerámico de la Comunidad Valenciana. Esta es la propuesta de Artalcora 2006 para la noche del sábado día 19 de agosto.
Una experiencia artística efímera que entronca con la vanguardia del arte actual y que pretende aproximar al público otras realidades, maneras de vivir y sentir la creación cerámica introduciéndoles en su propio proceso productivo.
La música de percusión a cargo del grupo musical "la Sombra del Dragón", con una coreografía especifica para el acto, transmitirá a los asistentes al acto la creciente emoción interna del ceramista frente a la culminación de su creación a través de los sonidos.
Basado en la antigua tradición oriental del rakú, el espectáculo se desarrollará durante todo el día, pues desde el mismo inicio de los preparativos por parte de los ceramistas la actividad conseguirá captar la atención del público: construcción del horno de refractario, decoración de piezas, montaje de los dos hornos de polea, etc.
Es especialmente excitante, para público y ceramistas, el momento de la apertura de los hornos, con las piezas incandescentes, y la extracción de las mismas mediante pinzas para continuar su cocción en recipientes llenos de serrín. La visión directa del fuego aporta espectacularidad a esta exhibición y supone, para el público no iniciado, todo un descubrimiento difícil de olvidar.
Participan en esta experiencia artística destacados ceramistas de la Comunidad Valencia, con la colaboración de alumnos de la Escuela Superior de Cerámica de l'Alcora y del Taller Alafia."
In revista Ceramikarte.com (19 de Julio de 2006)
quinta-feira, julho 20, 2006
O Sr. César Teixeira acende a Soenga...

Já aqui havíamos falado neste método de cocção tradicional, provavelmente o mais antigo que se conhece, a "Soenga". Foi um dia inolvidável, sobretudo a noite, onde a magia do fogo proporcionou imagens e momentos irrepetíveis. Aqui é o momento inicial da cozedura. Após aberto o buraco (a soenga propriamente dita), onde em redor se colocaram as peças, é feita uma pequena fogueira no centro, de forma a proporcionar a secagem das mesmas e reduzir o seu grau de humidade. O Mestre César Teixeira (na imagem) dá início ao ritual...
quarta-feira, julho 19, 2006
Exposição em Avilés . Divulgação
sexta-feira, julho 14, 2006
Uma obra de Juan Luis Tortosa

Intitula-se "Trozos de Boassas y valle de Bestança" e é uma obra do valenciano Juan Luis Tortosa, o mais jovem ceramista que esteve em Boassas, do qual ainda não havíamos falado, e que veio substituir (à última da hora) Enrique Mestre.
No texto do catálogo o autor fala sobre a sua obra, num texto tão belo quão misterioso...
“El Corazón Negro...”
"Ocurrió que toda su sensibilidad se encontraba bajo su piel. Había crecido como la maleza hacia dentro en su corazón y ahora se apoderaban espinas que lo atravesaban, pero todo se derramaba dentro y nada salía. Y así pasó que se fue transformando en árbol y sus sentimientos eran bajo su corteza, para el exterior era un árbol seco y pelado con vistas a ser fuego de las noches frías. Como mucho daba sombra, una sombra tétrica y solitaria bajo un sol demasiado caliente, que ayudaba a que cada vez fuera más árbol seco y tanta sequedad dejó al corazón solo, acorazado, protegido de todo, hasta del beso de la brisa."
quarta-feira, julho 12, 2006
Novas placas toponímicas

À semelhança da edição anterior, também este ano os ceramistas presentes em Boassas decidiram brindar a aldeia com uma nova "colecção" de placas toponímicas, contribuíndo assim de forma notável, para o enriquecimento artístico e cultural da aldeia. Será de notar que, com o despovoamento e falta de interesse das camadas mais jovens, o conhecimento toponímico da aldeia corria o risco de se perder. Estes trabalhos constituem também motivo acrescido para visitar e percorrer os cantos mais recônditos desta aldeia milenar. O trabalho que ora se apresenta é da autoria de Sofia Beça.
sexta-feira, julho 07, 2006
Exposição em Avilés dia 17 de Agosto

Uma obra de Myriam Jiménez (sem título) ilustra a notícia de que a exposição no Museu-Escola de Cerâmica Municipal de Avilés (Astúrias - Espanha) já tem data definitiva, estando marcada a inauguração para o próximo dia 17 de Agosto.
Myriam Jiménez fala assim do seu trabalho e da experiência de Boassas:
"Innumerables viajes cruzando la inmensa llanura de Castilla. Paisajes serenos, relajantes incluso dulces…solitarios. La cuadrícula perfecta del campo cultivado…
Con mi trabajo intento recrear estos rincones tranquilos que aún siguen existiendo en el mundo. Un refugio del alma donde huir y esconderse de esta sociedad que te obliga a correr sin sentido y sin dirección alguna. Espacios para la reflexión y el silencio. Curiosamente uno de estos paraísos que tanto busco en mi obra lo he encontrado en Boassas, el tiempo se paralizó mientras estuvimos allí, no supimos de catástrofes ni tragedias, simplemente éramos un grupo de ceramistas intentando sacar lo mejor de nosotros.
Por lo general busco formas básicas sencillas, de inspiración arquitectónica donde planto mis campos y jardines, unos abiertos al mundo y otros cerrados, unos accesibles y otros inaccesibles."
(In catálogo do "II Encontro Internacional de Ceramistas em Boassas", pp. 43)
quinta-feira, julho 06, 2006
O catálogo do II Encontro...

Esta é a capa do catálogo que irá acompanhar as exposições deste "II Encontro Internacional de Ceramistas em Boassas". Tal como o catálogo anterior, foi idealizado pelo (re)conhecido designer portuense Fernando Portugal (Portugal Design). A obra, profusamente ilustrada, apresenta alguns textos dos próprios ceramistas e da crítica de arte espanhola Rosa Ulpiano e disserta sobre o evento, sobre os ceramistas e sobre Boassas. O preço (simbólico) da obra é de 6.0 € para o público geral e de 5 € para os associados da APOBO (Associação Por Boassas).
segunda-feira, julho 03, 2006
Exposição a decorrer em Cinfães...

quarta-feira, junho 21, 2006
"Arquitectura" por Jesús Castañón

George Baselitz
O simbolismo da cor é dos mais universalmente conhecidos e conscientemente utilizados, na liturgia, heráldica, alquimia, arte e literatura. A coordenação das cores com as funções psíquicas respectivas, mudam em presença das diferentes culturas e sociedades e inclusive entre as próprias pessoas. Os psicólogos demonstram que todo o homem possui uma escala de cores própria e que através delas podem expressar o seu estado de espírito, o seu próprio temperamento, a sua imaginação e os seus sentimentos. Por outro lado, encontra-se também provado que o homem é influenciado pelas cores em todo o seu ser. Assim, haverá que ter sempre em conta que por muito importantes que sejam as relações entre sensação e cor, estas serão sempre pessoais e subjectivas.
Permito-me citar este breve apontamento sobre a simbologia da cor, uma vez que ao depararmo-nos com a obra de J. Castañón se podem apreciar estas conexões entre cor, forma e a percepção sensorial que a cada pessoa provocam estas composições.
A intensidade da cor vermelha na obra deste artista asturiano é uma constante. O vermelho é uma cor que parece sair ao nosso encontro, adequado para expressar a alegria entusiasta e comunicativa que transmitem estas pinturas e esculturas cerâmicas. Obras de sugestivas formas arquitectónicas subjugam-nos com a força da sua cor e a sensibilidade das suas estruturas. Perfurações, incisões, espaços vazios e elementos sobrepostos, destas construções arquetípicas que se encontram banhadas por desenhos, rasgos, texturas que o verniz de cádmio selénio produzem na sua lenta fluidez no calor do forno.
A paixão com que J. Castañón executa o seu trabalho, reflecte-se nestas obras de enigmáticas aberturas e fortes contrastes, um processo aparentemente simples mas, na realidade, de grande técnica, mesmo que a sua visão se reporte ao vivencial, na incisão espontânea e imprevisível sobre o barro, quem sabe será esta a visão de uma criança que brinca com a força da cor e das formas puras.
Xavier Vich
sexta-feira, junho 09, 2006
A oficina das crianças

Outro dos momentos altos do "II Encontro..." foi, sem dúvida, a criação de uma oficina/atelier de cerâmica para as crianças. Assim, estas, com a orientação da escultora Carla Capela (à esquerda na imagem) puderam familiarizar-se e começar a sua aprendizagem no fascinante mundo da cerâmica. A adesão foi imediata. Podemos dizer que foram lançadas as bases para que a tradição cerâmica se possa implementar em Boassas. Os momentos de confraternização também tiveram lugar. No fim ficou um painel com o mapa da aldeia e os seus locais de visita mais importantes, mas sobretudo ficou a amizade e seguramente muitas saudades...
quarta-feira, maio 31, 2006
Exposição dia 22 de Junho

A 1.ª exposição do "II Encontro Internacional de Ceramistas em Boassas" já tem local e data marcada. A inauguração será no dia 22 de Junho, às 21.30 horas e, tal como estava previsto, será na Casa da Cultura de Cinfães.
[A escultura apresentada na imagem é da autoria de Heitor Figueiredo e intitula-se "Animal de quatro patas". A fotografia é de Fernando Ferreira (3F Produções).]
Heitor Figueiredo e Xavier Montsalvatje
sexta-feira, maio 26, 2006
Em Espanha fala-se de... Boassas
segunda-feira, maio 22, 2006
Os "alquimistas" de Boassas

Com tanta coisa para falar, tantas "inovações" e acontecimentos, iamos-nos esquecendo do principal, ou seja de apresentar a equipa que durante as duas semanas (de 8 a 22 de Abril) trabalhou a terra, o ar e o fogo, em Boassas. Assim, na imagem, temos, em segundo plano e da esquerda para a direita: Fernando Malo; Xavier Montsalvatje; Myriam Jiménez; Jesús Castáñon e Thomas Weber. Em primeiro plano e no mesmo sentido, temos: Juan Ortí; Sofia Beça; Heitor Figueiredo e Juan Luis Tortosa. A todos a APOBO agradece encarecidamente a participação, como também o empenho; a solicitude e a possibilidade de realização deste "II Encontro..." (e pede desculpa pelo que possa ter corrido menos bem...) . Os maiores sucesso para todos é o que mais desejamos.
quarta-feira, maio 17, 2006
Lost Gorbachevs... em Boassas

Outro dos momentos altos do II Encontro Internacional de Ceramistas em Boassas foi, sem dúvida, o memorável concerto de encerramento pelo trio Lost Gorbachevs (Gustavo Costa, bateria; João Martins, saxofone e Henrique Fernandes, contrabaixo). Com uma grande adesão por parte do público, sobretudo dos mais jovens... que, certamente, não mais se esquecerão da experiência. Pela primeira vez (cremos) ouviu-se jazz em Boassas... e (mais uma vez) fez-se história. A fotografia foi tirada ainda durante o ensaio, ao fim do dia.
quinta-feira, maio 04, 2006
A Soenga

Um dos pontos altos deste "II Encontro..." foi, sem dúvida, a cozedura nocturna na "Soenga". Um dos mais antigos e arcaicos processos de cozedura cerâmica que se conhece. Quem viu, seguramente, não mais esquecerá... Trata-se de facto de um processo a todos os títulos espectacular. Agradecemos ao Mestre César Teixeira que nos presenteou com este "brinde" e de quem voltaremos a falar. A imagem presente é da autoria do ceramista Fernando Malo e tirada do seu "blogue" pessoal, onde a propósito deste encontro se pode ler o seguinte:
Mi marcha el jueves 20 hacia Talavera, ya me hacía presagiar el retorno al mundo de la comunicación, los horarios, el ritmo de trabajo y las ganas de abrazar a los míos.
Han sido unos días que crean paréntesis, paréntesis que abraza a nuevos amigos, Thomas, Heitor, Xavier, Juan Luís, Myrian, Carla,… amigos recordados, Jesús, Sofía, Nascimento, Paula, Joan, Manuel,… En la despedida mi procesión iba por dentro, acompañada de intercambios de piezas, de naranjas, sobretodo de buenos recuerdos, de grandes momentos irrepetibles.
En lo cerámico es de esperar una buena exposición, un catálogo que acompañe la itinerancia de estas piezas cargadas ante todo de un entorno bello y unos medios mínimos, sencillos y el humo de la leña.
Boassas, vuelve a darme nueva energía para mi trabajo, una buena relación con las personas que comparten esta vivencia de alternativa cerámica.
Un abrazo a todos los que de una o otra manera han participado o compartido el espíritu de esta historia.»
Perante isto, que mais dizer? Resta-nos agradecer, caro Fernando, foi um prazer ter-te outra vez em Boassas...
terça-feira, maio 02, 2006
Exposição em Escoriatza - País Basco

sexta-feira, abril 28, 2006
Ceramistas e al-Ândalus

Terminou, no passado dia 22 o "II Encontro Internacional de Ceramistas em Boassas", com um concerto memorável pelo trio "Lost Gorbachevs". Se alguma coisa haverá a dizer sobre esta segunda edição, é que ela suplantou as próprias expectativas, independentemente de todos os erros, falhas e problemas com que a organização se deparou. O próprio tempo também não foi um aliado generoso do evento, com alguma chuva a dificultar os trabalhos. Malgrado tudo isto consideramos que foi um sucesso. Os trabalhos foram realizados na íntegra e excederam em número e qualidade o esperado. Os convites para realizar exposições sucedem-se e há já probabilidades de que se venham a realizar em Aviléz (Astúrias); País Basco e Valência, para além das nacionais, em Cinfães e Porto.
Reuniram-se mais uma vez, em Boassas, na fronteira do al-Ândalus, pessoas de vários países e culturas, trocando conhecimentos, saberes e...amizade. É uma herança que reclamamos, esta do al-Ândalus, no legado que nos deixou e que se consubstancia na capacidade que nos incutiu de admitir como concidadãos pessoas de diferentes usos, costumes e religiões.
Imagem: "Tocadores árabe e cristão representados nas Cantigas de Santa Maria, de Afonso X, 1280. Biblioteca do Mosteiro de El Escorial, Espanha" in ALVES, Adalberto - A Herança Árabe em Portugal, Lisboa, CTT, 2001
domingo, abril 16, 2006
Concerto pelo trio "Lost Gorbachevs"

quinta-feira, abril 13, 2006
Uma obra, um artista...

Xavier Montsalvatje
"Container memory III"
sexta-feira, abril 07, 2006
O primeiro a chegar...

O trabalho que damos à estampa intitula-se: "O.T., Keramic mit Goldlüster, 2004/05, max. Höhe 75 cm (Foto: Daniel Weber)
segunda-feira, abril 03, 2006
«Pedras em movimento...»

Com um agradecimento especial, pela colaboração com a APOBO e pela organização do "I Encontro...", publicamos um novo trabalho de Sofia Beça intitulado "Pedras em movimento". Recordamos que a autora ganhou em 2005 o 2.º prémio da Bienal Internacional de Cerâmica de Aveiro e ainda o 1.º prémio no concurso internacional de cerâmica de Alcora, em Espanha. O "curriculum" de Sofia Beça, pode ser visto aqui (clicar).
domingo, abril 02, 2006
Como chegar a Boassas
