sexta-feira, março 23, 2007

Desdobrável da nova exposição



Este o aspecto do desdobrável que apresenta a 3.ª e (em princípio) última exposição dedicada ao II Encontro Internacional de Ceramistas em Boassas, que irá inaugurar no próximo dia 4 de Abril, e da exclusiva responsabilidade do Museu Nacional de Cerâmica González Martí. Assim, à Casa da Cultura de Cinfães (Portugal) e ao Centro Municipal de Exposições de Avilés (Espanha), sucede este importante museu de Valência, também em Espanha.

quinta-feira, março 08, 2007

Nova exposição dia 4 de Abril


A nova exposição do "II Encontro Internacional de Ceramistas em Boassas" irá ter lugar no Museu Nacional de Cerâmica González Martí, em Valência, Espanha. Inaugurará no dia 4 de Abril, data em que haverá também uma palestra com todos os artistas/ceramistas participantes e estará patente até dia 3 de Junho.

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

"O último oleiro de Fazamões"


Dizia Alberto Correia no artigo que dá o nome a este apontamento: "Joaquim Ribeiro de Alvelos é o último oleiro de Fazamões. (...) Aprendeu a arte com o pai. Foi magro ganha-pão de uma vida inteira. (...) Não tem mesmo aprendizes. A gente lê nos olhos dele a pena que lá existe porque ele pressente que a arte vai morrer, um dia, em Fazamões." (in Beira Alta, vol. XXXIX, 1980 p. 243)
A profecia cumpriu-se. Já não há oleiros em Fazamões. O chiar da roda, que o Sr. Joaquim Alvelos dizia ter quinhentos anos, calou-se de vez... Não o conseguimos levar a Boassas, fazer uma demonstração de cozedura na "soenga". Não mais poderemos fazer excursões à sua impressionante oficina, onde repousavam as peças à espera de cozer e ainda todos os utensílios, que ele próprio fabricava. Não mais aprenderemos as histórias e truques, de verdadeiro mestre que, sempre com um sorriso nos contava. Esperemos que o seu espólio não se perca e que, pelo menos a sua roda seja guardada, como memória de uma arte milenar que, quiz o destino, fosse o Sr. Joaquim Alvelos o último representante. Até sempre Sr. Joaquim... e muito obrigado.

terça-feira, fevereiro 27, 2007

Novas... de cerâmica

Através do blogue do ceramista Fernando Malo ficamos a saber que Jesús Castañón também tem o seu lugar virtual na Internet e já fizémos o necessário "link". Assim, para aceder, basta "clicar" no nome deste artista asturiano, quer no presente artigo, quer no rol de participantes, na coluna do lado direito...

A data da exposição de cerâmica no Museu Nacional González Martí irá ser alterada. Ainda nâo sabemos a data exacta, mas assim que soubermos será dado o devido destaque. Em princípio a inauguraçäo será no fim do próximo mês de Março, início de Abril...

O blogue "Recortes de Forolandia" destaca o nosso blogue e, nem de propósito, com uma fotografia de Jesús Castañón tirada no II Encontro... Para visualizar basta "clicar" no nome do blogue.

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Memória do I Encontro internacional de Ceramistas em Boassas


Os ceramistas que participaram no I Encontro. Em cima, da esquerda para a direita: Yasuiuky Ise; Fernando Malo; Rafael Pérez e Javier Fanlo. Em baixo, pela mesma ordem, Kaori Yamauchi; Rute Marcão; Sofia Beça; Arcádio Blasco e Juan Ortí... Um evento que tem levado longe o nome de Boassas. Ainda recentemente se inscreveram na APOBO (Associação Por Boassas) três novos sócios que mencionaram os encontros como sendo uma das actividades organizadas pela associação, de que já haviam ouvido falar. Esperemos que a ideia tenha continuidade, que cimente a tradição e ajude a criar novos pólos de atracção e actividade...

domingo, janeiro 07, 2007

Feliz 2007...


Este fim-de-semana foi tempo de em Boassas ouvir-se "cantar os reis". E que bem se cantava... E quão gratificante é ver que há ainda quem teime em manter vivas ancestrais tradições. Alguma alegria para apaziguar a dor de alma que é saber que o esvaziamento da aldeia não pára e que mais uma família se encontra de "malas aviadas" para deixar Boassas, a troco de longínquas quimeras em incaracterísticos e anónimos subúrbios de frias cidades...
Lembramos esses reis - que eram do Oriente - com uma "adoração dos magos", em porcelana, da autoria de Armando Correia, para desejar um bom ano, com muita paz e felicidade...

quinta-feira, dezembro 28, 2006

Nova exposição do "II Encontro Internacional de Ceramistas em Boassas"


Já tem data marcada a nova exposição dos trabalhos concretizados aquando da realização do "II Encontro Internacional de Ceramistas em Boassas". Assim, salvo algum imprevisto, está agendada para dia 25 de Julho de 2007, no Museu Nacional de Cerâmica González Martí, em Valência (Espanha), a inauguração da 3.ª exposição que, desta forma, sucede às exposições de Cinfães e Avilés. Recordamos que já em 2004 tinha sido realizada uma exposição neste mesmo museu e que após um mês a mesma tinha tido já mais de 25.000 visitantes, tendo o museu pedido o prolongamento da mesma... Neste momento e até ao próximo dia 7 de Fevereiro decorre neste museu uma importante mostra designada "A cerâmica espanhola e a sua integração na arte", na qual participam alguns autores que já estiveram em Boassas, nomeadamente: Arcadio Blasco; Rafael Pérez; Jesús Castañón; Myriam Jiménez; Juan Ortí e Xavier Montsalvatje.

sexta-feira, dezembro 15, 2006

Glosa de Natal...


Para além de ser absolutamente imprescindível pensar (ou repensar) a época natalícia e os impactos que ela tem neste nosso mundo cada vez mais vilependiado, talvez também não seja mau recordar que, afinal, o personagem cujo nascimento agora mais uma vez se venera, era palestiniano, descendente de judeus... e pobre. Não me consigo, assim, impedir de publicar o maravilhoso texto de Marguerite Yourcenar, intitulado precisamente:

"Glosa de Natal"
“A estação dos Natais comercializados chegou. Para quase toda a gente - fora os miseráveis, o que faz muitas excepções - é uma paragem quente e clara no Inverno cinzento. Para a maioria dos celebrantes de hoje, a grande festa cristã fica limitada a dois grandes ritos: comprar, de maneira mais ou menos compulsiva, objectos úteis ou não, e empanturrar-se a si e às pessoas da sua intimidade, numa mistura indestrinçável de sentimentos em que entram igualmente a vontade de dar prazer, a ostentação e a necessidade de se divertir. E não esqueçamos os pinheiros, símbolos antiquíssimos que são da perenidade do mundo vegetal, sempre verdes, trazidos da floresta para acabarem morrendo ao calor dos fogões, e os teleféricos despejando esquiadores na neve inviolada.
Embora não sendo nem católica (excepto de nascimento e de tradição), nem protestante (excepto por algumas leituras e influências de alguns exemplos), nem mesmo cristã no sentido pleno do termo, nem por isso me sinto menos levada a celebrar esta festa tão rica de significados e seu cortejo de festas menores, o São Nicolau e a Santa Lúcia do Norte, a Candelária e os Reis. Mas limitemo-nos ao Natal, esta festa que é de nós todos. Trata-se de um nascimento, de um nascimento como todos deveriam ser, o de uma criança esperada com amor e respeito, trazendo em si a esperança do mundo. Trata-se dos pobres: uma velha balada francesa canta Maria e José procurando timidamente em Belém uma hospedaria para as suas posses, sempre desprezados em favor de clientes mais ricos e reluzentes e por fim insultados por um patrão que «detesta a pobralhada». É a festa dos homens de boa vontade, como dizia uma admirável fórmula que infelizmente já nem sempre se encontra nas versões modernas dos Evangelhos, desde a serva surda-muda dos cantos da Idade Média que ajudou Maria no parto até ao José aquecendo as fraldas do recém-nascido diante de um pequeno fogo, aos pastores cobertos de sebo mas julgados dignos da visita dos anjos. É a festa de uma raça tantas vezes desprezada e perseguida, porque é judeu o recém-nascido do grande mito cristão (falo de mito com respeito, e emprego a palavra no sentido dos etnólogos modernos, significando as grandes verdades que nos ultrapassam e de que precisamos para viver).
É a festa dos animais que participam no mistério sagrado desta noite, maravilhoso símbolo de que São Francisco e alguns outros santos sentiram a importância, mas que os cristãos comuns desprezam, não procurando neles inspiração. É a festa da comunidade humana, porque é, ou será dentro de dias, a dos três Reis cuja lenda quis que um fosse preto, alegoria viva de todas as raças da Terra levando ao menino a variedade dos seus dons. É a festa da alegria, mas também da dor, pois que a criança adorada será amanhã o Homem das Dores. É enfim a festa da própria Terra, que nos ícones da Europa de Leste vemos tantas vezes prosternada à entrada da gruta onde o Menino nasceu, a mesma Terra que na sua marcha atravessa neste momento o ponto do solstício de Inverno e nos arrasta a todos para a Primavera. Por esta razão, antes que a Igreja tivesse fixado o nascimento de cristo nesta data, ela era já, nos tempos antigos, a festa do Sol.
Parece que não é mau lembrar estas coisas que toda a gente sabe e que tantos esquecem.”

Marguerite Yourcenar em: “ O tempo esse grande escultor” - 1976

terça-feira, novembro 28, 2006

Xavier Montsalvatje expõe em Barcelona


Há muito tempo que nada sabíamos do ceramista e artista plástico Xavier Montsalvatje. Chega-nos agora a notícia de que uma exposição sua inaugura na próxima sexta-feira, dia 1 de Dezembro, pelas 20.00h, na Galeria Sargadelos, em Barcelona.

quinta-feira, novembro 23, 2006

Myriam Jiménez vence concurso internacional


A ceramista valenciana Myriam Jiménez, venceu a edição deste ano do concurso internacional "Elit-Tile", da República Dominicana, entre 250 obras originárias de 53 países participantes. Não será dispiciendo relembrar que esta ceramista esteve presente no "II Encontro Internacional de Ceramistas em Boassas", no passado mês de Abril. Parabéns Myriam....
(Photo by Carlos Despradel . Copyright . 2006)

terça-feira, novembro 21, 2006

Notícias do ceramista Fernando Malo


O ceramista aragonês Fernando Malo (na foto, acompanhado dos ceramistas Rafael Pérez - à esquerda - e Juan Ortí - à direita - em foto captada durante o "I Encontro Internacional de Ceramistas de Boassas), enviou-nos uma mensagem em que nos dá conta da alteração visual do seu "blogue" pessoal, intitulado precisamente "Fernando Malo". Vale a pena "dar um salto" a Saragoça e espreitar o espaço muito pessoal e artístico deste criador Espanhol. Para quando uma nova visita a Boassas, caro Fernando?...

sexta-feira, novembro 03, 2006

Gustavo Costa edita o seu primeiro disco "oficial"...


O músico portuense Gustavo Costa, que compôs a música para as exposições do I e II Encontros Internacionais de Ceramistas em Boassas e que tocou com o agrupamento "Lost Gorbachevs" no encerramento do 2.º "Encontro", no passado mês de Abril, acaba de editar o seu primeiro disco oficial. O disco é publicado pela editora bor-land e chama-se "Success in cheap prices", sob o alter-ego "Most people have been trained to be bored". Para obter mais informação sobre este trabalho e o seu autor basta "clicar" sobre a foto.

segunda-feira, outubro 30, 2006

Rafael Pérez é tema de capa na revista "CERAMICA"


O último número da revista Cerámica (n.º 102), abre com um artigo dedicado a Rafael Pérez, que como se lembram, participou no "I Encontro Internacional de Ceramistas em Boassas", em 2004. Segundo o artigo, trata-se de "una de las más firmes apuestas de la cerámica española contemporánea."

... e Jesús Castañón expõe em Madrid


A exposição encontra-se aberta ao público na "Escuela Municipal de Cerámica de la Moncloa", em Madrid, até ao próximo dia 10 de Novembro.

sexta-feira, outubro 20, 2006

Sofia beça expõe em Guimarães


Inaugura amanhã às 16.00h, dia 21 de Outubro, uma exposição de Sofia Beça na Galeria de Arte do Museu Martins Sarmento, em Guimarães. A mostra conta com a colaboração de Gustavo Costa (música) e Rui Costa (fotografia) e estará patente até 19 de Novembro.

Habitáculos
“Mediante a sociedade em que vivemos e a forma complexa e desorganizada como foi “evoluindo”, na chamada globalização, existe a necessidade de criar inúmeros habitáculos para podermos viver e resistir às condições por esta sociedade criada; tendemos para deixar para trás, atitude comum no ser humano, as verdadeiras essências da natureza.

É neste contexto que Sofia Beça decide retirar da natureza a sua verdadeira essência para lhe devolver o seu espirito e a sua visão consciente e contemporânea do mundo, transmitindo-lhe um carácter primordial e de acordo com um regresso ás origens e necessidades humanas mas com um espirito de modernidade. Para tal concebe as suas obras á margem das grandes correntes contemporâneas , o que faz com que adquiram um carácter único e pessoal, não deixando de modo algum de parte a evolução da arte da cerâmica, estando esta evidente em todo o seu trabalho.

Manuseia e molda o barro não só para expressar mas também para criar, construindo e desconstruindo, esta necessidade de um habitáculo para todos os seres vivos. Deixando um registo de imaginário e renovação de gosto visando de igual forma a consciencialização de uma sociedade gasta e confusa onde a necessidade de novas formas e novos ideais é determinante.

Sofia Beça cria uma série de possíveis habitáculos, como uma verdadeira metáfora para uma nova utopia de uma sociedade que já excedeu todos os seus limites, não deixando de lado o suporte de um registo sonoro imaginário de todos esses habitáculos, convidando o músico Gustavo Costa para criar esse ambiente. A sua música, inspirada nos sons do aglomerado de habitáculos contemporâneos, pretende assimilá-los e devolve-los de forma inesperada e com um cariz pessoal.

A exposição será complementada por imagens de Rui Costa, que através da sua visão microscópica dos habitáculos, humanos ou não, nos dará a conhecer a sua visão macroscópica do mundo: o equilíbrio e a fragilidade da condição humana perante a grandeza e imponência do estado natural de tudo que nos rodeia.
A clausura e a experiência da vida em sociedade, o isolamento e a entreajuda, a edificação de um novo modelo social e as consequentes utopias, são alguns dos paradigmas confrontados pela artista.”

Patrícia Caveiro
Nota: A exposição está a ser divulgada no espaço Casa de Sarmento, da Universidade do Minho e no "blogue" Pedra Formosa, da Sociedade Martins Sarmento de Guimarães. É também possível visualizar a exposição.

quinta-feira, outubro 12, 2006

Thomas Weber expõe no Museu de Heilbronn


A exposição chama-se "Skulptur im Dialog" e conta, entre outras, com obras de escultores tão notáveis como Daumier; Giacometti; Matisse; Miró; Henry Moore; Picasso e Rodin.
A mostra, patente no Städtische Museen Heilbronn, foi inaugurada no passado dia 24 de Setembro e irá estar aberta ao público até 12 de Novembro.

sexta-feira, outubro 06, 2006

Ideias para um ceramista ecologicamente correcto

«Todos sabemos que numa oficina de cerâmica são utilizados produtos tóxicos e potencialmente poluentes do ambiente quando tornados resíduos e despejados. Irão poluir o ambiente se não tomarmos algumas medidas.

1º) Instale por debaixo do lavatório/tanque do atelier uma
caixa de decantação. Pode ser uma simples caixa d'água de 50 litros, onde a água da lavagem deverá ser decantada antes de escorrer pelo cano do esgoto.




2º) Caso o seu tanque de lavagem não permita esse tipo de improvisação, pode usar um processo ainda mais rudimentar. Pegue num cano do tamanho exacto da saída do ralo do lavatório/ tanque de lavagem com um comprimento cerca de 10 cm e coloque-o no ralo, de forma que uns 7cm fiquem de fora. Assim a água não conseguirá escoar totalmente e criará o efeito do decantador.

3º) Acha isso tudo muito complicado? Isso não é desculpa! Mas se não se ajeitou com nenhuma das soluções anteriores, aqui está a mais simples de todas. Mantenha um balde de uns vinte litros com água sobre uma bancada ou próximo do lavatório/tanque. A partir de então, só lave os pincéis ou raspe o esmalte de peças nesse balde. Qualquer resíduo de esmalte deve ser deitado no balde.

4º) E quanto ao que fazer com os resíduos que foram salvos de contaminar os oceanos?

I - Se estiver a usar os processos descritos nas soluções 1º e 2º, provavelmente os metais pesados estarão misturados com argila. Assim, quando for limpar a caixa ou a pia, deverá colocar esse lodo junto da barbotina para reciclar. Assim, os metais pesados serão incorporados à massa das nossas peças futuras.

II - Se estiver a usar a 3ª ideia então pode recolher esse material e juntar ao balde de misturas ou "lixo" de esmalte.
Em ambas as formas os metais pesados não irão contaminar os esgotos e os oceanos.»

Texto da autoria do Professor Tito Tortori, ceramista com atelier no Rio de Janeiro-RJ. Para mais informação contactar: titotortori@yahoo.com.br

[Artigo transcrito com a devida vénia e autorização, do "blog" "Terras de Argila" de Teresa de Freitas, a quem, do fundo do coração, agradecemos...]

terça-feira, outubro 03, 2006

Tempo de Teatro



Até ao próximo dia 8 ainda é possível ver a magnífica peça "Os Negros", de Jean Genet, encenada por Rogério de Carvalho, no Teatro Nacional de S. João, no Porto.

«Primeira incursão do TNSJ na curta, mas fulgurante, obra teatral de Jean Genet, a partir daquela que é muito provavelmente a peça que melhor materializa a ambição do autor de subtrair o teatro à realidade, projectando-o num espaço mágico e ritualizado onde o "real" e o "natural" são forçados a denunciar a sua impostura. Recusando qualquer tipo de aprisionamento sociopolítico da peça (não, não é uma "reflexão" sobre o racismo ou o colonialismo), o encenador Rogério de Carvalho parte para a edificação desta prodigiosa "arquitectura do vazio das palavras" à frente de um elenco constituído por actores negros com raízes na África lusófona, empenhados em emprestar à retórica de Genet o sabor dos múltiplos sotaques da língua portuguesa.» (in programa do TNSJ, Setembro - Dezembro 2006, Porto)

Um agradecimento especial ao RS, do blogue "
A Sombra", pela imagem que ilustra este texto e pela chamada de atenção ao facto que "assombrou" esta peça... A ler aqui.

quinta-feira, setembro 28, 2006

Heitor Figueiredo expõe em Mértola


Inaugurará no próximo dia 2 de Outubro, pelas 18.30 h, na Casa das Artes de Mértola, uma exposição de escultura cerâmica de Heitor Figueiredo. A exposição estará patente ao público até dia 27 de Outubro.

A foto (Fernando Ferreira, 3F Produções) mostra-nos um trabalho do autor realizado em Abril passado, no II Encontro Internacional de Ceramistas em Boassas e intitula-se "O outro lado da cruz".

segunda-feira, setembro 25, 2006

"Alrededor del fuego"


Existe una pequeña región bañada por la ribera del río Duero, y enaltecida por el jugo de los dioses, un recóndito paisaje sumergido en la bruma de las entrañas del valle de Bestança. Y que entre molinos, caseríos empedrados, puentes románicos, y arqueología romana encubre la aldea de Boassas, lugar que a simple vista podría parecer al visitante una sencilla y característica aldea rural portuguesa del valle del Duero. Sin embargo, este hermosísimo poblado se transformó con la entrada de la primavera en un encuentro internacional de ceramistas; Un intercambio cultural que en su segunda edición tornaba de nuevo a proporcionar a sus oriundos – unidos en la Associaçao por Boassas, que hace posible este encuentro- la oportunidad de narrar nuevas historias, nuevos fragmentos de relatos, y de recrear nuevos imaginarios con sus visitantes, con esos excéntricos artistas capaces de transformar el barro en piezas animadas.

Los días en Boassas transcurrieron entre certezas claras; la fe del monte, la luz del mediodía, la premura del viento y la lluvia que, en medio del jardín, platicaba, y asediaba a los ceramistas; Mientras el ansioso latido de los días pasaba, entre el sabor de la tierra, (el barro en los alfares y el vino en las barricas) y la armonía de la arcilla que en sus manos desnudas tejían incógnitas formas, sumergidas al fin en el interior de un fuego que las liberaba. Obras que iban labrándose día a día a través del fuego, el agua y el barro..., -ante la atenta y apasionada mirada de Sofía Beça y Manuel dos Santos Cerveira, organizadores del evento y de sus entrañables colaboradores Renascimento y Paula-, subscritas por cada uno de los alquimistas que participaban en el proceso: La calidez del barniz de cadmio selenio fundiéndose al calor del horno en las formas poli fórmicas de Jesús Castañón, la investigación minimalista de Juan Ortí, las formas terrenales de Fernando Malo, las arquitecturas industriales de Xavier Monsalvatje, los líricos jardines de Myriam Jiménez, las poéticas cajas de Thomas Weber, el alienígeno mundo de Juan Luis, la bucólica arquitectura suburbana de Heitor Figuerido y la estética orgánica de Sofía Beça se trababan con la construcción de placas toponímicas que se iban entretejiendo por cada uno de los visitantes como épicos Serpas Pintos trazando un virtual plano cartográfico delineado por la localidad.

Al caer la tarde los caminos tendidos de silencio, la paz de los robles sagrados y la sombra de las violáceas glicerias rompían el venturoso mutismo a través del alboroto de los niños, y el pasear de los ceramistas relajados de un ya consumado día de trabajo. Era el momento en que se divertían entre cervezas y vino verde en la tienda-bar de Fernando que servía al unísono de sala expositiva, momento de intercambio de opiniones, de ideas, de soluciones técnicas o de la sencilla hospitalidad de los aldeanos, con sus bizcochos, pasteles de chocolate, bollos de crema, delicioso bacalao, y sus apetitosos guisos. Todo resultaba atrayente en este particular universo de los ceramistas, alejado del snobismo de otras expresiones plásticas bien más tradicionales como la pintura, la escultura o más innovadoras como el net-art y las nuevas tecnologías; relegadas muchas veces a la potestad de las galerías, y a la dictadura del mercado, e incapaces de compartir encuentros de conocimiento, ideas o emociones. Aquella experiencia resultaba excitante, el contacto directo con la arcilla, el sortilegio del fuego como prolongación de cada uno de ellos, mientras la hoguera de leña o de gas crecía con astucia invocando sus propios sueños.

Y en todo este ir y venir se escuchaba conversar sobre ceramistas como Arcadio Blasco, Enric Mestre o Garraza, y de artistas como Miró, Picasso, Tàpies, Chillida..., que cayeron rendidos a la cerámica, fusionando el conocimiento técnico de los artesanos con la creatividad de los artistas; como citaría el historiador Roland Penrose de la unión Artigas- Miró ; “Conocedor de las técnicas chinas y japonesas, y con la sensibilidad de quien domina todos los secretos de su oficio, Llorens Artigas ha posibilitado que, como artistas y artesanos, se complementen con sus respectivas cualidades al trabajar en colaboración” . Artistas de renombre, que reconocerían algunos la coautoria de artesanos con los que colaboraron, y otros que la negarían como Barceló. Pero sobre todo se escuchaba ese constante compartir conocimientos y experiencias entre artesanos, artistas, o por la visita de algún curioso rompiendo con cualquier tipo de tabúes establecidos. Una noche alrededor del fuego reapareció a través de la oscuridad la ancestral “Soenga” demostración del maestro Manuel Teixeira, -y que indudablemente se la podría disputar con el más conceptual Richard Long-, con el vetusto Barro negro de Gondar, y el feroz misterio de un fuego resplandeciente. Y entre las llamas al fin, parecía oírse susurros ; “bien arde lo que bien hicisteis, bien os consuma aquello que escogisteis con entrega sin fin”.

Rosa Ulpiano
Valencia, 8 de Junio 2006

quarta-feira, setembro 13, 2006

Fecho da exposição em Avilés é notícia...


Boassas continua a ser notícia em Avilés. O encerramento da exposição do "II Encontro Internacional de Ceramistas em Boassas", integrada no XII Certamen "San Agustín" de Cerámica de Avilés, teve destaque na edição de hoje do "La Nueva España".O artigo em destaque intitula-se: "Último día de apertura del XII Certamen «San Agustín», que tuvo más de 1.000 visitas". Para aceder ao texto completo basta clicar na frase sublinhada.

"Ao Redor do Fogo"


Existe uma pequena região banhada pelo rio Douro, e enaltecida pela vontade dos deuses, numa recôndita paisagem submersa na bruma e nas entranhas do Vale do Bestança e que por entre moinhos, pontes românicas, casarios de pedra granítica e arqueologia romana esconde a aldeia de Boassas, local que à primeira vista poderá parecer ao visitante uma singela e característica aldeia rural do vale do Douro. Porém, este lindíssimo povoado transformou-se com a entrada da primavera num encontro internacional de ceramistas. Um intercâmbio cultural, que na sua segunda edição volta a proporcionar às suas gentes - unidas na Associação Por Boassas, que tornou possível este evento - a oportunidade de contar novas histórias, novos fragmentos de velhos contos, e de recriar o imaginário dos seus visitantes, através desses excêntricos artistas capazes de transformar o barro em objectos vivos.
Os dias em Boassas decorreram entre a verdade das coisas simples; a fé da montanha, a luz do meio-dia, a insistência do vento e da chuva que, no meio do jardim, assomava e assediava os ceramistas; Entretanto passava o ansioso decorrer dos dias, por entre o sabor da terra, (o barro nos alfares e o vinho nas pipas) e a harmonia da argila que nas suas mãos nuas tomava formas incógnitas, submersas por fim no interior de um fogo que as libertava. Obras que se iam lavrando dia a dia através do fogo, da água e da terra...- perante a atenta e apaixonada observação da Sofia e do Manuel e dos seus incansáveis colaboradores Nascimento e Paula -, corroboradas por cada um dos alquimistas que participava no processo: A calidez do verniz de cádmio/selénio, fundindo-se no calor do forno nos volumes polimórficos de Jesús Castáñon, a investigação minimalista do Juan Ortí, as formas térreas de Fernando Malo, as arquitecturas industriais de Xavier Monsalvatje, os líricos jardins de Myriam Jiménez, as poéticas caixas de Thomas Weber, o mundo alienígena de Juan Luís, a bucólica arquitectura suburbana de Heitor Figueiredo e a estética orgânica de Sofia Beça iam-se alternando com a construção de placas toponímicas, aguçando a curiosidade dos visitantes como se foram épicos Serpa Pintos traçando um plano cartográfico virtual para a povoação.
Ao cair da tarde os caminhos enchiam-se de silêncio, da paz dos carvalhos sagrados e da sombra das violáceas glicínias. Esse mutismo venturoso era subitamente rasgado pela algazarra das crianças, e pelo deambular descontraído dos ceramistas após um dia de trabalho. Era o momento em que se divertiam por entre cervejas e vinho verde no café do Sr. Fernando, o qual servia ao mesmo tempo de sala de exposições, momento de tertúlia, de troca de opiniões, de ideias, de soluções técnicas ou apenas do usufruir da sincera hospitalidade dos aldeãos, com os seus biscoitos, bolos de creme ou chocolate, delicioso bacalhau, e os seus saborosos cozinhados Tudo se tornava atractivo neste universo particular dos ceramistas, longe do snobismo de outras expressões plásticas mais “tradicionais” como a pintura, a escultura ou mais inovadoras como a “net-art” e as novas tecnologias; relegadas quantas vezes para a sobranceria das galerias, e para a ditadura do mercado, incapazes porém de compartilhar encontros de conhecimento, ideias ou emoções... Aquela experiência resultava excitante, pelo contacto directo com a argila, pelo sortilégio do fogo como prolongamento de si próprios, enquanto a fogueira de lenha ou de gás crescia com astúcia invocando os seus próprios sonhos. E, em todo este delir, ouviam-se conversas sobre ceramistas como Arcádio Blasco, Enric Mestre ou Garraza, e artistas como Miró, Picasso, Tàpies, Chillida..., que se renderam ao sortilégio da cerâmica, fundindo o conhecimento técnico dos artesãos com a criatividade dos artistas. Como citaria o historiador Roland Penrose sobre a união Artigas-Miró; “Conhecedor das técnicas chinesas e japonesas, e com a sensibilidade de quem domina todos os segredos do seu ofício, Llorens Artigas tornou possível que, artistas e artesãos, ao trabalhar em conjunto, se complementem com as suas respectivas qualidades”. Alguns desses artistas de renome viriam a reconhecer essa co-autoria como artesãos, outros porém, como Barceló, negá-la-iam. No entanto, e isso era o mais importante, ouvia-se essa constante troca de conhecimentos e experiências entre artesãos e artistas, ou através da visita de algum curioso, desfazendo assim qualquer tipo de tabus estabelecidos. Uma noite, à volta do fogo, reapareceu através da obscuridade a ancestral “Soenga”, demonstração do Mestre César Teixeira, - o qual, indubitavelmente, poderia concorrer com o mais conceptual Richard Long -, com o vetusto Barro negro de Gondar, e o feroz mistério de um fogo resplandescente. E por entre as chamas, ao fim, parecia escutar-se um múrmurio; “arde bem o que bem fizésteis, que seja de bom proveito aquilo que escolhesteis numa entrega sem fim”.

Rosa Ulpiano, Valência, 8 de Junho de 2006

Rosa Ulpiano e Xavier Montsalvatje


A crítica de arte Rosa Ulpiano visitou Boassas, aquando do II Encontro Internacional de Ceramistas, em Abril passado. O texto que acima publicamos, intitulado "Ao Redor do Fogo", é da sua autoria e foi publicado no catálogo que acompanha as exposições que entretanto se realizaram em Portugal (Casa da Cultura de Cinfães) e Espanha (Centro Municipal de Arte e Exposições de Avilés - Astúrias). Aqui fica o registo em forma de agradecimento...

quinta-feira, setembro 07, 2006

Myriam Jiménez em simpósio na Áustria


A ceramista Myriam Jiménez Huertas, uma das participantes no II Encontro Internacional de Ceramistas em Boassas, no passado mês de Abril e de quem aqui já falamos, encontra-se em Gmunden, na Áustria a participar num importante colóquio sobre cerâmica, para a qual foi convidada, intitulado precisamente "Keramik Symposium"... Os "Ceramistas de Boassas" continuam, pois, a "dar cartas"... Parabéns e as maiores felicidades cara Myriam...